Quando se houve falar em Feng Shui, a primeira idéia que vem à mente é que ele seja um sistema de harmonização de ambientes. Mas será que o Feng Shui é só isso?
Antes de responder a esta pergunta, precisamos primeiramente entender o seu significado: Feng Shui, pronuncia-se “Fong Suei” em mandarim, que traduzindo literalmente, significa “Vento” e “Água”, e simboliza a energia vital e o comportamento desta energia presente em todos os lugares. Sua tradução é simples, mas apesar da simplicidade, “Vento e Água”, é em seu significado que repousam os segredos de viver em harmonia com a natureza e com ela compartilhar das influências benéficas, que produzam bem estar, saúde e prosperidade.
Sua base está no viver correto: em sintonia com o universo e harmonia com a natureza. É um processo ecológico por assim dizer, pois seu estudo está focado em compreender as forças da natureza em determinado meio ambiente e sua atuação sobre o homem e do homem sobre o meio. Poderíamos denominá-lo de “Ecologia Habitacional”.
Diante desta resumida explicação percebemos que o Feng Shui não pode ser considerado somente uma técnica de harmonização de ambientes, pois ele envolve um contexto muito maior, ou seja, o ambiente (casa) é apenas uma pequena parte deste eco-sistema. Assim como todo e qualquer método terapêutico – e o Feng Shui também o é – o foco principal é o indivíduo, portanto não existe Feng Shui para uma casa vazia, um escritório vazio, um comércio vazio. O Feng Shui depende de vários fatores e só pode ser avaliado e aplicado de forma holística, envolvendo o entorno, as pessoas, a casa e tudo que a compõem.
Neste contexto, o ambiente (casa) é visto como um ecossistema, onde todas as coisas estão interligadas. “Cada casa é um caso” pois cada uma tem a sua “personalidade”, com características próprias. A casa é o reflexo de quem a habita. Assim sendo, tanto a análise como as curas deverão ser adaptadas aos seus moradores. Não havendo regras fixas acerca de quando e como fazer as coisas ou onde colocar objetos, pois cada estudo é individual e personalizado. Por isso, o Feng Shui tradicional é o mais apropriado, pois sua análise é completa. Nele diversos fatores são levados em consideração, tais como: local onde a casa está situada, a posição quanto aos pontos cardeais, a energia de seus habitantes, o entorno, o tempo, etc. Tudo isso para determinar o que pode ser melhorado, adaptado, modificado para o bem estar das pessoas que habitam, a casa.
Como o ser humano é o cerne do trabalho, ou seja, as curas visam a sua harmonização, dois enfoques são considerados neste método: o primeiro deles de cunho psicológico – leva-se em conta o aprendizado que cada morador poderá desenvolver e os desafios que àquela residência irá proporcionar a cada um; o segundo – leva em consideração as oportunidades (situações) que poderão ocorrer em determinado “tempo”, com relação à prosperidade, saúde e relacionamentos. Estes dois enfoques juntos propiciam ao indivíduo uma visão interna e externa de sua realidade. A partir daí ele pode observar as oportunidades e os desafios que estão à frente, para então, guiar o seu futuro.
Quando bem aplicado, o Feng Shui é um instrumento de orientação no caminho de uma consciência maior, servindo de guia tanto para o auto-conhecimento, como para a predição do futuro. Entenda-se a palavra “predição”, como um prognóstico com os cursos prováveis de ação.
Sonia Parucker
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