Aldebarã

Como fomos abençoados por termos a oportunidade de conhecer Aldebarã. Lugar sem igual!!!

Encravada na Serra do Cipó, isolada 10km da cidade mais próxima, Aldebarã encanta por ter ao mesmo tempo uma energia forte e suave, nos levando a acreditar que realmente aquele local é no mínimo diferente.

Todo o propósito de construção do local já deixa explícito que há algo diferente nesse lugar. Basta dizer que a casa é em formato octogonal, tipo favo de abelha, e as canaletas de escoamento das águas da chuva são grandes a ponto de conseguirmos deitar. Além disso, o processo de busca do local é algo intrigante.

Logo voltaremos a fazer novas vivências em Aldebarã. Fiquem atentos para as datas das vivências.

Que a Luz seja você!

ALDEBARÃ

Por volta do ano de 1996, Lena e Brigitte começaram a receber comunicações psicografadas de seres extraterrestres onde falavam que teria que ser construído um lugar especial, que serviria de ponto de resgate, se caso houvesse necessidade de um. Que dali, muitos seriam resgatados e levados para lugares onde seriam preparados para uma futura Missão. Alguns voltariam à Terra, para fazer todo o processo de repovoamento e preparação do Planeta para a nova Humanidade que se estabeleceria aqui. Outros seriam designados a outras Missões, em outros Planetas.

Seriam tempos vindouros, onde a consciência crística seria a dominante e todos viveriam em PAZ e HARMONIA. Seriam guiados pela força maior que rege, permeia e interpenetra à tudo e à todos. Tempos de extrema evolução no qual o Planeta passaria para outra dimensão, onde tudo isso fosse possível, pois o nível vibracional elevado propiciaria que a consciência crística se aflorasse em todos, fazendo assim, com que todos se orientassem e seguissem através dela.

Essa comunicação, que até então só as duas tinham conhecimento, mais tarde foi confirmada em várias outras comunicações de outros grupos e de outras Missões, inclusive na Missão Rahma, onde 1 das comunicações históricas, Sordaz fala algo a respeito de um resgate.

Sim Sordaz,

“….Também é objetivo importante neste ponto, o velar pelo mais sagrado da raça humana, assegurando a sobrevivência dela mesma. Existe uma alternativa possível, que caso os acontecimentos não possam ser totalmente transformados, e se produzisse uma destruição no Planeta, um remanescente seria preservado sendo reunido em alguns lugares do Planeta que permaneceriam intactos ou até mesmo sua evacuação do Planeta. Vosso trabalho permitirá que cheguem a essa condição ou relacionar-se estreitamente com os que poderiam integrar tal grupo, se for o caso. Isto asseguraria a continuidade e a existência de corpos que permitissem a reencarnação de quem o seu nível vibracional o permita no processo de repovoar a Terra……”

Com Amor, de seu Irmão Sordaz……………..09/02/77 –  22:15hs

Não estamos com isso, afirmando que existirá um resgate, mas que esses lugares que serão protegidos existem realmente e tudo leva a crer que Aldebarã é um desses lugares.

COMO TUDO COMEÇOU

Após essa comunicação, Lena e Brigitte começaram a pensar o que essa mensagem queria dizer? Que local era esse? Aonde ficava? Para que serviria realmente? O que deveria ser feito nesse local? Os questionamentos eram muitos e enquanto esperavam por outra mensagem, refletiam sobre tudo o que estava acontecendo.

Não demorou muito até que outra mensagem chegasse falando onde estaria esse lugar. Na mensagem, os guias falavam para irem à Serra do Cipó, para procurarem o lugar “escolhido”. Então, Lena e Brigitte começaram a pesquisar e viram que a Serra do Cipó se encontra em Minas Gerais. Aos poucos, foram juntando as peças e montando o quebra cabeça, pois sabiam que a hora de sair à procura desse lugar estava perto e só aguardavam a abertura para irem “à caça.”

Algum tempo depois, receberam outra mensagem onde falava do lugar e mostrava especificamente como seria o local, até mesmo com um desenho. Esse local seria perto de uma estrada, mas ao mesmo tempo não daria para vê-lo da mesma. Teria uma fonte de água para que pudesse irrigar e abastecer os que ali se encontrariam. Teria um morro atrás da casa e uma montanha ao lado para proteger dos ventos fortes. Na frente seria aberto, para que a corrente de ar passasse por cima do lugar, mas a casa ficaria protegida dos ventos mais fortes.

Assim, a abertura que tanto esperaram chegou e começaram a se organizar para sair à procura do lugar mencionado. Estabeleceram a rota e os lugares que ficam nas redondezas, para visitar e tentar encontrar o lugar escolhido.

Em abril de 1996 iniciaram à procura desse lugar. Sabiam que a tarefa não seria nada fácil, pois o local, como tudo em nosso país, é enorme e levaria algum tempo até encontrarem. O tempo passava e nada de encontrar o lugar. Era um trabalho cansativo, pois quase todo final de semana elas viajavam do Rio de Janeiro até a Serra do Cipó, mais ou menos uns 470 Km, o que levava em média de 7 à 8 horas de viagem, só de ida.

Essa peregrinação durou quase um ano! Procuraram em todos os “buracos” que aquela serra tem e quando se deram conta, acharam um lugar que era perfeitamente igual às descrições que os guias deram do local. Na época que viram o lugar também sentiram isso, mas por não ter uma fonte de água no local, que comportasse uma grande demanda, resolveram procurar mais um pouco.

Viram outros lugares, no outro lado da serra, mas algo dizia que o lugar já havia sido encontrado. As mensagens já diziam para prestar atenção no tal local. Assim, resolveram ver o local novamente e para surpresa delas ao chegarem novas evidências apareciam e faziam com que o lugar fosse realmente o escolhido. Ficaram sabendo que um pouco acima da montanha havia uma fonte de água. Só tinha um problema, essa fonte ficava nos limites do terreno vizinho.

Percebendo que o local era o indicado pelos guias, negociaram o uso dessa fonte de água e conseguiram acertar tudo com o proprietário, que cedeu à água pelo simples favor de disponibilizar um recipiente de agua no terreno dele, para que seu gado não precisasse subir a montanha para beber água.

Acordo feito, fecharam o contrato e finalmente em junho de 1997 o lugar estava pronto para à obra. Mas o que fazer naquele local? Como fazer? O que deveria ter? Qual a área para construção? De novo tiveram que esperar um tempo, até que os guias através das mensagens mostraram o que deveria ser construído, como deveria ser construído e aonde deveria ser construído.

Juntando o quebra-cabeças, dos desenhos e visualizações, que tinham e que os guias passavam, montaram o projeto, estabelecendo todos os parâmetros da construção, como os guias pediram.

Logo começou a construção e perceberam que o trabalho estava só no início. Teriam que acelerar o ritmo, pois desse jeito não terminariam no prazo previsto, final de 1998, e as coisas começariam a se complicar, pois os gastos e a pressão aumentariam conforme a conclusão das obras demorasse.

Pouco tempo depois, para ser preciso no final de 1998, as obras chegaram ao fim e o lugar finalmente estava pronto. Os guias pediram para fazer uma placa com o nome do lugar, para colocar na porteira da entrada do lugar, pois assim, já impediria muitas pessoas, muitas energias e vibrações negativas atuarem naquele local.

Brigitte fez uma placa de madeira e escreveu o nome Aldebarã, pois tanto o seu nome cósmico como o da Lena tem origem em Aldebarã, que é uma estrela da constelação de Touro. Até a finalização da placa, o nome era escrito como Aldebaran, mas na hora que Brigitte foi ecrever o “N” ela não conseguia. De repente, seguiu sua intuição e acrescentou um traço em cima do “A” e assim, ficou Aldebarã.

Mais tarde, os guias falariam que esta é a melhor maneira de escrever o nome, pois fica com uma vibração mais forte, criando assim uma proteção mais eficiente.

Muitas histórias podem ser contadas sobre os acontecimentos em Aldebarã, mas por hora, tentarei falar um pouco sobre como tudo começou, como já mencionei acima, pois a história é muito rica e com muitos detalhes, assim seria difícil falar de tudo em um informe.

A intenção desse informe é levar ao conhecimento de todos os irmãos, que Aldebarã é um lugar especial, que segundo os guias, facilita o desenvolvimento de cada indivíduo.

ALDEBARÃ

Em meados de 2000, eu e mais dois amigos, Guga e André, resolvemos ir para Aldebarã. Há muito tempo, André falava sobre um lugar que uma amiga de sua mãe tinha construído por orientação dos extraterrestres e tudo mais, esse lugar chamava-se Aldebarã. A história que ele contou nos fascinou tanto que resolvemos ir para Aldebarã.

No começo de setembro acertamos tudo e resolvemos ir no dia 15 de outubro. Iríamos de carro, eu, Guga, André e a sua mãe Lena. A viagem foi tranquila e no começo da tarde estávamos em Aldebarã.

Chegando à Aldebarã, conhecemos Brigitte, que de pronto nos explicou as regras do lugar e como as coisas funcionavam, assim, começamos a descarregar o carro. Por volta das 18:00 horas, fomos para o Salão Azul – que é uma sala que fica na parte anexa à casa, onde os guias pediram para pintá-lo de azul e que esta sala seria um lugar para nos prepararmos e fazermos meditação, nada mais.

O Salão Azul é um lugar especial. Possui uma vibração diferente. Brigitte e Lena, desenharam no teto do Salão Azul toda a nossa constelação com aquelas estrelinhas que brilham no escuro, vocês já devem estar imaginando a cena quando se apaga a luz.

Brigitte colocou uma música bem relaxante e começamos a meditar. Logo entrei em um estado profundo de relaxamento e como gostava de fazer regressão, resolvi me orientar para tentar achar alguma época onde vivi com aquelas pessoas que ali se encontravam.

Para minha surpresa, consegui com certa facilidade fazer essa regressão. Como um flash back, vi várias cenas de épocas diferentes, que vivi com cada um que estava ali, foi muito forte.

Acabando a meditação, voltamos para a casa e começamos a preparar o lanche. Fomos para a varanda, arrumamos a mesa e começamos a lanchar. Após o lanche, comecei a contar a experiência que tive e para minha surpresa, uma das cenas que tinha visto foi confirmada pela Lena, como uma vida passada dela.

Nessa vida, vi uma menina tipicamente romena, nova e com um vestido. Acho que havia uma guerra ou algo parecido. A Lena confirmou que ela era essa menina e de acordo com as características que ela deu, inclusive como era e qual a cor do vestido, era exatamente o que tinha visto. E mais, ela falou que eu era seu irmão, que foi levado preso e morto logo em seguida.

Essa experiência, já tinha sido bastante por hora, mas algo estranho estava acontecendo. Senti atrás de mim, uma presença estranha. Não era uma presença de um espírito – essa conhecia muito bem – era outra presença. Parecia que havia alguém ou algo, me observando, prestando atenção em todos meus movimentos, todos meus pensamentos.

Fiquei intrigado com aquilo e resolvi descobrir o que era. Assim, entrei em contato mentalmente e falei.

-          Pode tocar nas minhas costas.

Nesse momento inclinei a rede onde estava e senti algo extraordinário. Parecia que uma corrente elétrica passava pelo meu corpo, mas sem dar choque e sim energizando cada célula, cada partícula.

De repente, Lena fala:

-          Tem três seres pequenos aqui.

-          É, eu sei. Um está aqui………………(falei)

-          É, o outro está entre eu e o André e o outro no final da varanda……………….(Lena falou)

-          É isso mesmo, estou vendo…………………….(falei)

Resolvemos então, tentar entrar em contato com eles. Por alguns momentos, observávamos as montanhas ao longe, quando de repente, vimos uma sonda – canepla – muito rapidamente, de cor branca-prateada. Isso tudo, enquanto a Lena recebia uma mensagem.

Sou Zorih,

Estou com Zetah e Amom. Viemos com Fabrício, o que não é novidade para vocês…….Nossa missão com ele é abrir seus canais ainda mais e orientá-lo. Também deveríamos trazê-lo para Aldebarã………..

Sorte nossa, que praticamente não temos nariz, senão teríamos que andar com prendedor de roupa no nariz para não sentirmos o odor dos cadáveres que ele ingere. Mas conseguimos neutralizar parte, grande parte de seus efeitos no seu corpo sutil………Continue com as regressões. Experimente colocar uma ametista em seu terceiro olho. Abrirá ainda mais sua visão, sua audição e todos os seus sentidos.

Realmente, vocês viram uma sonda – canepla – ainda há pouco. Não foi ilusão de ótica, não. Tem exatamente quarenta centímetros de diâmetro………Fabrício ainda fará muitas regressões e muitas “viagens” também. Já esteve em nossa nave várias vezes.

Aldebarã tem uma vibração muito boa, uma energia muito forte. Ajuda a desenvolver o que chamam de terceira visão, sexto sentido. Amigo Fabrício o caminho é este……….

Saudações !   -    15/10/2000

Essa mensagem me conturbou bastante, devo confessar. Sempre acreditei que existiam outros seres no Universo além de nós. Tem que ser muito prepotente e até mesmo ignorante para achar que em todo o Universo só exista a raça humana.

Basta olhar para o céu, ver todas aquelas estrelas e refletir um pouco. Tenho certeza que o dia que quem não acredita que exista vida fora do nosso Planeta, olhar para o céu e ver todas aquelas estrelas, vai mudar de idéia na mesma hora.

O que mais me impressionou na mensagem foi o fato de mencionar sobre minha alimentação. Nessa época, era um carnívoro em potencial e se ficasse um dia sem comer carne, ficava muito agitado e muito irritado. Mas das pessoas que estavam ali, ninguém sabia disso, apesar de lá só poder comer uma alimentação mais natural, pois carne não entra em Aldebarã.

Mesmo assim, não acreditava muito naquilo que estava escrito, como São Tomé, precisava ver para crer, não dava para acreditar que estive várias vezes em sua nave. Como poderia ter estado com eles se não me lembrava? Mas no fundo, aquilo tudo fazia sentido. No outro dia faríamos de novo meditação, só aí saberia o que realmente estava acontecendo.

TRATANDO UM CORPO SUTIL

Ao acordarmos, resolvemos andar pela montanha, pois Brigitte comentou que na parte alta da montanha havia uma mina de cristais. Lógico que isso nos animou e saímos em busca da mina. Andamos muito até encontrar uma clareira que parecia ter sido escavada porque ali vimos alguns pedaços de cristais. Começamos então a explorar o local e cada um escolheu o seu cristal, como uma representação daquele momento e do poder que aquele pequeno pedaço de cristal representava.

Por volta das 14:15 horas resolvemos voltar para Aldebarã, porque a fome já dava sinal e além disso, teríamos que fazer a meditação no salão azul as 18hs. Assim, começamos a descer a montanha.

Depois de muitos arranhões e dores musculares, sem contar com a sede e a fome, chegamos em casa são e salvos por volta das 16:45 horas. Almoçamos, tomamos um banho e descansamos até a hora combinada para a meditação.

Às 18:00 horas, nos dirigimos para o Salão Azul e logo começamos a meditar. Dessa vez, iria fazer uma meditação de abertura de canais, seguindo o conselho da mensagem recebida. Para isso, coloquei uma pedra ametista no meu terceiro olho e mergulhei num estado profundo de meditação.

De repente, sinto a presença de algo ao meu lado. Meio apreensivo, tento abrir os olhos e percebo que não consigo me movimentar. Ao mesmo tempo que isso me trouxe um desconforto, me trouxe uma paz muito grande. E foi aí, quando comecei a relaxar que vi três seres pequenos, medindo mais ou menos 1,50 metros de altura, com olhos longilíneos, de cor escura. Sua pele tinha um tom azul-turquesa e usavam alguma espécie de tecido que cobria seus corpos, mas não enrugava nas dobras quando se movimentavam. Um estava na altura da minha cabeça, outro estava na altura dos meus pés e o outro na altura do meu tronco.

Assim, o que estava na altura do meu tronco, posicionou suas pequeninas mãos sobre minha barriga e começou a fazer uma irradiação, uma vibração. Durante alguns momentos ficou irradiando aquela determinada região, logo depois, começou a fazer também nos meus pés e em todo o meu corpo. Não demorou muito para perder a consciência, pois desde o começo a sonolência foi aumentando absurdamente.

Quando acordei, me sentia ótimo! Como se minhas energias estivessem com a carga máxima. Não entendia o porquê fizeram aquilo em mim. Só mais tarde saberia a verdadeira razão. Naquele momento, achava que eles tinham vibrado e alinhado os meus chakras e nada mais.

Mais tarde, quando fomos embora de Aldebarã, paramos em Belo Horizonte para passar o final de semana, pois meu pai morava ali. Chegamos famintos da viagem e fui direto para o fogão ver o que tinha para comer. Levantei a tampa da primeira panela que vi e quase vomitei dentro dela. Mas porque isso tinha acontecido? Dentro da panela estava a coisa que mais gostava de comer, carne vermelha. Na mesma hora, a cena dos meus três amiguinhos me veio na mente e percebi que daquele dia em diante não conseguiria comer mais carne.

Mesmo assim, continuei comendo carne por uns meses. Passei a comer frango por duas semanas até começar a sentir todo mal estar e enfermidade novamente. Mudei para o peixe e consegui permanecer com essa alimentação por um mês. Após isso, todos os sintomas de mal estar e enfermidade voltaram. Sendo assim, aboli da minha alimentação qualquer tipo de carne animal.

Mas voltando à Aldebarã, como ritual fomos para a varanda comer, fazer comentários sobre a meditação e lógico tentar receber mais alguma mensagem. Comentei o ocorrido com os três novos amigos e todos ficaram impressionados.

Lena chegou até a contar uma experiência que vivenciou na época que estavam procurando por Aldebarã. Ela e Brigitte, se hospedaram numa fazenda e durante à noite, Lena viu três seres pequenos. Estes se aproximaram de sua cama e começaram a chamá-la querendo que fosse com eles para algum lugar. Ela ficou desesperada e começou a orar até os seres desaparecerem.

No dia seguinte, André e Guga resolveram caminhar e eu resolvi ficar em casa. Nessa época a Lena estava lendo o livro Semeadores da Vida e comentou alguns trechos. Fiquei fascinado com aquilo que me contou, mas no memento não estava preparado para ter acesso as informações, pois não tinha condições de compreendê-las. Mais tarde saberia o porquê.

Assim, o tempo passou e mais uma vez estava na hora de irmos para o Salão Azul para meditar. Dessa vez, resolvi meditar sentado e prestar atenção, através dos sentidos, o que aconteceria durante a meditação.

Logo entrei em um estado confortável de relaxamento, mais algo não me deixava ir mais fundo, parecia que alguma coisa estava presente ali. Quando abri os olhos, vi que aonde o André estava, havia uma outra pessoa, um outro ser. Esse era bem alto, com o cabelo bem fino e os olhos levemente rasgados. Estava com uma roupa que parecia ser uma túnica com uma espécie de cinto largo na cintura.

Fiquei admirando aquela imagem por algum tempo e logo cerrei meus olhos. De repente, comecei a sentir minha cabeça indo para trás lentamente até encostar na parede. Não tentei impedir isso, pois algo me dizia que não adiantaria nada. Então comecei a sentir minha cabeça esquentando, como se algo quente estivesse sendo colocado em um ponto da minha cabeça. A primeira coisa que me veio a mente foi que os três novos amigos estariam mexendo em alguma coisa, mas ao mesmo tempo sentia que dessa vez não eram eles.

Esse ponto na minha cabeça começou a esquentar muito, chegando a arder. Na mesma hora tentei me livrar daquela paralisia, mas não conseguia. Meus batimentos cardíacos começaram a acelerar, a adrenalina foi aumentando e de repente, consegui me mexer e a ardência acabou.

Nesse dia fui o primeiro a sair do Salão Azul, coisa que não era normal, pois até então o último a sair sempre era eu. Fiquei ali fora observando o céu maravilhoso que Aldebarã proporciona. Nisso, os outros acabaram a meditação e logo fomos para a varanda.

De alguma forma esperava por uma mensagem que falasse do ocorrido, por esse motivo não comentei nada com o pessoal. Algumas mensagens vieram, mas nenhuma falando do que havia acontecido comigo. Assim, fomos todos dormir.

Ao acordar, passei a mão na cabeça e percebi que tinha umas casquinhas no local que havia ardido ontem durante a meditação. A Lena estava lá fora e pedi para ela olhar o que tinha ali. Ela achou o ponto e falou:

-          Tem um pontinho rosa aqui.

-          Não tá com cheiro de essência. (falei)

-          Não. O cheiro da essência está mais para cima. O que aconteceu?

Contei a história para ela e não conseguíamos entender qual o motivo para aquilo. A casca que estava no local, que tirei antes da Lena ver, não tinha cheiro, era de uma cor meio amarelada e tinha um aspecto de gel. Por isso, pensei que fosse a essência que havia colocado, mas coloquei a essência no chakra coronariano e não naquele local.

A MEDITAÇÃO

Na quinta-feira, último dia em Aldebarã, ficamos descansando em casa. Foram momentos muito bons os que passamos em Aldebarã e que marcou nossas vidas para sempre. Voltamos muito mais leves e com outro ânimo para encarar a vida.

Tentei colocar tudo que tinha aprendido em Aldebarã em prática. Tentei compreender tudo o que havia acontecido e que estava acontecendo na minha vida. Mais uma vez, quando pensava que sabia de muita coisa, via que não sabia nada.

Assim, o relógio marcou 18:00 horas e nós fomos pela última vez meditar no Salão Azul. Comecei o processo de relaxamento e logo estava mergulhado em um transe profundo. De repente, como se estivesse em um cinema, um tela branca aparece na minha mente e toma conta de tudo, não dando para enxergar mais nada.

Quando a luz parou, estava em um lugar totalmente diferente. Olhei para o céu e vi que estava de noite. Parece que estava em um tipo de fenda ou na entrada de uma caverna. Não sei exatamente aonde estava, só sei que era muito familiar e particularmente achava lindo.

O azul era a cor predominante naquele céu. Haviam duas Luas ou algo parecido, acho que um pouco maior que a lua que vemos hoje em dia. Elas estavam cheias e o mar ou algo parecido estava calmo, tranquilo sem uma onda se quer. Fiquei admirando aquele cenário por muito tempo. A sensação era muito boa, parecia que estava em casa de novo. A paz que sentia era imensa. Lembro que fiquei emocionado com aquele cenário.

De repente, os ventos ficaram fortes e as ondas do mar começaram a se chocar contra a montanha. Apesar de estar bem acima do mar, a fúria daquelas ondas era algo impressionante. Mesmo assim, continuei tranquilo observando aquele fenômeno.

Algo começou a surgir no céu e como uma bala passou por onde estava. Era um disco voador desses bem clássicos, prateados e tudo mais. Acompanhei sua trajetória e quando pensei:

-          Quero ir embora!

Me vi dentro da nave espacial e para minha não surpresa, os meus três amiguos estavam dentro da nave, pilotando ou algo parecido. Foi uma experiência forte e ao mesmo tempo parecia normal. Me sentia totalmente familiarizado com o interior da nave, o que me levou a crer que já havia estado ali antes.

Assim, não dei muita importância para os aspectos do interior da nave, só lembro que sentei, relaxei e apaguei literalmente. Quando saí da meditação, estava com uma sensação muito boa, mas não sabia explicar o que era.

Nosso último dia em Aldebarã acabava e pela manhã, iríamos para Belo Horizonte passar o final de semana, para no Domingo voltarmos para o Rio de Janeiro.

A CONVOCAÇÃO

Depois desse aprendizado maravilhoso, voltei em Aldebarã por mais duas vezes sozinho. Até que em meados de 2002, Brigitte me liga.

-          Fabrício. Temos que fazer um trabalho em Aldebarã até o final de setembro.

-          Mas que trabalho tem que ser feito?

-          Bem. Há muito tempo, os guias falam que num determinado momento teríamos que abrir um portal em Aldebarã. Quando estive na ilha de Páscoa pela primeira vez, conheci uma pessoa chamada Benito, que me disse agora quando voltei à ilha de Páscoa, que ele teria que fazer um trabalho em Aldebarã, pois estavam pedindo isso a ele.

Quando começaram as mensagens a chegar, falando da abertura do portal, me veio o nome dele na mente e estou tentando entrar em contato, para ver se ele pode vir. Nas mensagens, fala que nós três mais o Benito teríamos que fazer essa abertura. Então queria saber se você está disponível para fazer esse trabalho?

-          Claro que estou. O engraçado é que estava sentindo que algo aconteceria e até mesmo pedi para trabalhar com esse lado mais espiritual. Tô dentro com certeza! Quando nós iremos para Aldebarã?

-          Olha, vou tentar entrar em contato com o Benito e assim que estiver tudo acertado com ele, a gente combina o dia certo.

-          Tá bom, vou ficar esperando a sua resposta.

Assim, finalmente o que tinha pedido para acontecer, estava acontecendo. Lembro de ter pedido a DEUS para me colocar à prova, pois queria exercitar tudo que tinha aprendido sobre a espiritualidade para ajudar os outros e a mim mesmo. Mal podia conter minha felicidade com esse convite. Era algo muito importante a ser feito e eu estava entre os selecionados. Mais uma vez, meu pedido foi aceito. Só restava aguardar o momento para começar a trabalhar.

Dias, semanas e meses se passaram e nada da Brigitte ligar, até que no começo de setembro o telefone toca:

-          Fabrício estamos indo para Aldebarã em setembro. O portal tem que ser aberto dia 22 de setembro que cai no domingo. Quando você pode ir?

-          Bom, tenho que passar antes em Belo Horizonte, mas na sexta ou no sábado, estarei em Aldebarã. O Benito vai?

-          Não, ele não poderá vir.

-          E vai ter a abertura assim mesmo?

-          Vai. Veio uma mensagem falando para chamar duas pessoas para irem no lugar do Benito. Chamei o Manu e o David, um chinês que conheci lá em Alto Paraíso. Mas parece que ele também não poderá ir. De qualquer jeito, os guias pediram para realizar o trabalho e já pedi para um amigo, que trabalhou comigo na I.E.V., para se fazer presente no dia e na hora.

-          Então tá bom. Quando estiver saindo de Belo Horizonte, te dou uma ligada.

-          Então, tá bom. A gente se encontra lá.

Tudo acertado, arrumei minhas coisas e na quarta-feira dia 18 de setembro, embarquei com destino à Belo Horizonte. Ficaria até sábado na casa de meu pai e pela manhã iria para Aldebarã, pois tinha que resolver umas coisas antes em Belo Horizonte.

Sábado chegou e às 7:30 horas, embarcava no ônibus rumo a Santana do Riacho. De lá caminharia 10 km até chegar em Aldebarã. Achei que rapidinho estaria em Aldebarã, mas não levei em conta o peso que estava carregando e o jejum que praticamente estava, pois não havia comido nada até então.

Chegando em Santana do Riacho, coloquei a mochila nas costas, cerca de uns 35 quilos, e comecei a longa caminhada. O Sol estava à pino, pois já eram 11:30 horas. Com uma garrafa de água em mãos, fui andando, querendo chegar rápido, pois à fome já dava seus primeiros sinais e o cansaço também, ainda mais com aquele sol na cabeça.

Chegou uma hora que pensei que estivesse passado de Aldebarã, pois já fazia muito tempo que estava andando e nada de chegar. Perguntei então, para um rapaz que estava no capinando um terreno.

-          Tudo bem. Essa estrada passa lá no Galho Grande?

-          Passa sim.

-          E está muito longe?

-          Não, logo ali na frente, depois desse morro você verá a entrada.

-          Muito obrigado.

Já muito cansado e com o gosto de barro na boca, continuei a caminhada. Não via a hora de chegar em Aldebarã e tomar um banho de água gelada. Exatamente como o rapaz falou, após subir o morro estava a entrada do Galho Grande. Agora, era só descer e já estaria na primeira porteira de Aldebarã.

Essa é a parte mais difícil de todo o caminho. Até Aldebarã, é só subida, deve ter uns 700 metros e cinco porteiras. O subida difícil!!!! Além do mais, estando exausto e tendo caminhado 10 Km, a subida se torna enorme e difícil, mas não desisti em nenhum momento.

Quando cheguei na última porteira, mal conseguia controlar minhas pernas e o que mais queria era tomar um banho gelado. Logo todos me viram e a alegria foi geral. Estávamos muito felizes por estarmos reunidos novamente em Aldebarã. Após os cumprimentos, entrei de roupa e tudo no chuveiro para me refrescar.

PREPARANDO NOSSAS MENTES E CORPOS SUTIS

Depois de um banho relaxante e com uma roupa limpa, sentei para almoçar. Na verdade para mim era café da manhã. Logo após, fui descansar um pouco, pois às 18:00 horas teríamos a meditação e estava louco para meditar de novo no Salão Azul. Como sentia falta de ir lá.

Quando o relógio marcou 18:00 horas, tentamos ir para o Salão Azul, mas caia uma chuva forte e ventava bastante então resolvemos fazer a meditação no centro da casa. A Lena preferia meditar no centro do que no Salão Azul, enquanto que a maioria preferia o Salão Azul.

Assim, cada um sentou e acomodou-se em uma das paredes entre as portas que dão acesso ao centro da casa. Começamos a relaxar, entrando em um estado profundo de meditação. Logo estava totalmente inconsciente. Estava em outro lugar, mas ao mesmo tempo era Aldebarã. A vibração estava bem forte e de repente, abro os olhos.

Como se estivesse procurando algo, vejo que ao lado de cada pessoa, haviam dois seres altos, com roupas branco-prateadas e irradiando muita luz. Suas mãos estavam postadas sobre as nossas cabeças, acho que da minha também pois não via os que estavam ao meu lado. Pareciam que estavam nos vibrando ou nos energizando. Foi uma cena linda.

Quando todos acabamos a meditação a Lena falou exatamente o que tinha visto, nos mínimos detalhes, só que ela viu com uma nitidez maior. Depois, quando recebemos, algumas mensagens à noite, os guias falavam que estavam limpando nossas mentes e nossos corpos, fazendo pequenos ajustes para que tudo corresse bem na abertura do portal. Pediram ainda para todos tomarmos uma colher de sopa de mel do apiário de Aldebarã, para que à noite pudéssemos ser trabalhados.

Sempre soube que mel era bom e segundo alguns relatos o mel serve para liberar o espírito durante o sono, por isso que eles aconselharam tomarmos mel antes de dormir. Acho que seríamos preparados e receberíamos algumas orientações para realizar a Abertura do Portal.

Dormi como um anjo e ao acordar não me lembrava de absolutamente nada, nem mesmo se tinha sonhado, algo estranho porque geralmente sonho ou lembro o que sonhei todos o dias. Assim, começamos a nos preparar para a Abertura do Portal.

Vesti minha roupa, camisa de Aldebarã e calça branca, e fui para o Salão Azul me preparar melhor. Queria fazer uma meditação e elevar meu nível vibracional antes de irmos ao Morro do Cristal.

A hora marcada para começarmos o ritual era às 12:00 horas e enquanto isso, aguardava todos no Salão Azul.

ABERTURA DO PORTAL

Todos reunidos no Salão Azul, começamos a nos preparar para a abertura do portal. Brigitte fez a vibração dos chakras de todos presentes. Já sentíamos a vibração mais forte e uma energia diferente no ar.

Começamos então a subir em direção ao Morro do Cristal. Lá, existe uma Mandala onde nos quatro pontos cardeais estão representados os elementais, um em cada ponto cardeal. Assim, cada membro se posicionou em um ponto cardeal. Eu fiquei no elemental Fogo, este estava de frente para a casa; Lena ficou no elemental Água, este estava a minha direita; Brigitte, ficou no centro da Mandala, junto ao cristal; Manu ficou no elemental Ar, este estava atrás de Brigitte; No elemental Terra, estava presente espiritualmente o amigo da Brigitte, pois todos sentimos sua presença.

Todos virados em direção à Brigitte, acompanhávamos suas orientações e aguardávamos por sua autorização para começar efetivamente a abertura do portal. Assim, Brigitte começou a fazer a orientação e logo fizemos uma cúpula de luz azul, que nos protegia de tudo e de todos, nos deixando em Paz e Harmonia para realizar o trabalho.

Comecei a sentir uma força imensa e sentia que a vibração estava muito forte. Totalmente concentrado e canalizando toda minha atenção e energia para a orientação da Brigitte, esperava pelo grande momento.

Brigitte então pede para nos virarmos em direção do portal e começarmos a irradiar com movimentos circulares uma Luz branca com muita força e intensidade. O mais fantástico nisso tudo, é que todos viraram para o mesmo lugar, sem ninguém precisar falar para onde deveria virar. A harmonia e a sincronicidade estavam enormes.

Assim, começamos a irradiar uma luz branca que ia em direção ao portal em movimentos circulares. Senti uma força muito grande e percebi que não conseguia me mexer. Parecia que meu braço estava ligado no automático, sem meu controle. Então resolvi abrir os olhos para ver o que estava acontecendo.

Foi uma das imagens mais lindas que já vi. O lugar estava todo azul, mas era um azul diferente, lindo! Nunca vi uma cor daquela em toda minha vida, essa é a cor de Aldebarã. Parecia que o ar pulsava de tão forte que era a intensidade dessa cor. Comecei a reparar na vibração, parecia aquele efeito do deserto, no qual você olha ao longe e vê a vibração do calor que sai do chão e distorce as imagens.

Aquilo me fascinou! Não estava acreditando que estava vendo isso. De repente, olho na montanha à frente e vejo em um determinado local essa vibração, mas só nesse local, como se algo estivesse acontecendo ali.

Mantive minha atenção naquele ponto e de repente, luzes começaram a sair desse lugar em direção à vários lugares, dando um verdadeiro show pirotécnico. A intensidade das luzes saindo foi aumentando, cambiando também para luzes prata e azul de Aldebarã.

Essas luzes ficaram por alguns momentos saindo do local e logo ocorreu uma pequena explosão de luz naquele local. Pronto estava acabado! O local estava irradiando luz, como se ali, dentro daquela rocha, houvesse algo com muita luz que não deixava nossa visão enxergar o que tinha lá dentro. Logo encerramos o trabalho. Estávamos radiante, pois finalmente o tão esperado Portal estava aberto.

REFLEXÕES

Todos ainda meio leves, voltaram para a casa felizes da vida. Conversávamos sobre o ocorrido no Morro do Cristal e só ai nos demos conta, que nas primeiras mensagens falando sobre Aldebarã, os guias já anunciavam sobre uma Abertura de Portal que deveria ser feita em Aldebarã.

Ninguém lembrava dessas mensagens e foi muito bom saber que há muito tempo, eles estavam nos preparando para fazer esse trabalho e que realmente conseguimos realizá-lo. Logo à noite, vieram mensagens confirmando que o trabalho tinha sido realizado com êxito e explicando que este Portal servia para a passagem deles, os guias, entre as dimensões e para aumentar a vibração de Aldebarã. Isso não quer dizer que os guias não são capazes de passar de uma dimensão para outra e sim, que abrimos uma porta permanente, que está em uma determinada frequência, que eles podem acessar e ir e vir quando quiserem. Isso também acarreta a elevação vibracional não só de Aldebarã, mas de todos que ali forem, pois estarão em contato permanente com ela.

Recebemos algumas mensagens de seres que haviam passado pelo Portal, para conhecer este lado e foi muito bom. Eu e Lena permanecemos em Aldebarã por mais dois dias, pois a chuva nos impedia de ir embora. A estrada de barro estava intransitável e esperamos até segunda ordem.

Nesses dias que estivemos em Aldebarã, sentimos a presença de muitos amigos cósmicos e vimos que fomos ajudados e apoiados de muitas maneiras por eles. Temos consciência que o maior trabalho foi o realizado por eles, pois na época não tínhamos noção de como nos preparar para um trabalho tão importante como esse.

Fomos literalmente preparados e só conseguimos realizar o trabalho graças ao esforço dos guias que conseguiram nos preparar para essa missão. Essa foi sem dúvida, a missão que me colocou no caminho certo e que no fim, me fez ir à procura dos meus irmãos Rahmas, pois há muito venho sendo chamado e finalmente encontrei meu caminho.

Apesar de até agora temos tido experiências diferentes e modos de trabalho diferentes, tudo que tanto os nossos guias, quantos os guias da Missão Rahma passam, é que em um determinado momento haverá a necessidade de um câmbio maior entre os grupos e o que temos que entender é que só somando conseguiremos realizar com êxito a nossa missão aqui na Terra.

Muito ainda há que ser feito.

Que a Luz seja você!

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